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Protetores solares físicos /minerais e químicos


Protetor solar físico/mineral

Um protetor solar físico/mineral/inorgânico contém poucos ingredientes químicos além de conservantes. Os ingredientes principais deste tipo de protetor solar são o dióxido de titânio e o óxido de zinco. São habitualmente os protetores solares que fazem com que a pele fique com um aspecto branco, também denominado “white cast”.

Há uns anos debateu-se muito o facto das partículas presentes nestes protetores serem nanopartículas e se teriam algum efeito do ponto de vista carcinogénico. A resposta curta é, não.

De forma a serem cosmeticamente elegantes, ou seja cada vez tornarem a pele menos branca, a indústria tem vindo a diminuir o tamanho das partículas de ambos os metais. Há cerca de 25 anos os tamanho em nanómetros era cerca de 100 e hoje em dia têm cerca de 20-30 nanómetros. Quanto mais pequena for a partícula, ou seja, quanto mais baixo o número de nanómetros for, menos reflexo de luz temos de volta e menos deixa a pele branca. A contra-partida de se tornarem praticamente “invisíveis” é que baixa a proteção UV, tanto a UVA como a UVB…

Protetor solar químico

Os protetores solares químicos oferecem a mesma quantidade de proteção UV, mas falando de forma geral, um protetor físico, que contenha zinco ou titânio oferece uma proteção UVA superior e isso é o que queremos, uma vez que o bloqueio dessa radiação protege o colagénio, e proteger o colagénio faz com que haja uma diminuição do fotoenvelhecimento.

A maioria dos protetores solares químicos incluem na sua composição tanto protetores físicos, como químicos. Outro aspecto é que o protetor solar com zinco e titânio têm alta protecção UVA e UVB, enquanto que nos protetores solares químicos é preciso estar atento à lista de ingredientes, ou ter a certeza que tem na descrição “largo espectro” ou “amplo espectro”!

Comparação entre proteção solar física/mineral e química


Fatores a considerar quando se aplica protetor solar

Uma das questões mais importantes sobre o protetor solar prende-se com a quantidade, aplicação e frequência que se deve colocar parar obter esse bloqueio dos raios.

A maioria das pessoas não aplica quantidade suficiente para cobrir todo o rosto, as orelhas, o pescoço e peito. A quantidade média recomendada é de 5gr, e isto pode traduzir-se numa colher de chá, apenas para as áreas mencionadas acima.

É necessário aplicá-lo pelo menos 2x/dia. Se formos para o mar ou piscina é preciso colocar mais vezes (entre 4 a 5 vezes), ou mesmo se formos correr, por causa do suor, que provoca com que o protetor solar escorra pela pele…

A importância da escolha do protetor solar

É importante experimentarmos diferentes protetores solares até encontrarmos um que tenha ingredientes que sejam agradáveis para nós, em termos de textura por exemplo e que não nos causem alergias ou sejam comedogénicos.

Se comprarem um protetor solar muitíssimo bom, com ótima proteção solar UVA e UVB, mas não gostarmos da textura, da maneira como fica na pele, se provoca alergia ou se é comedogénico… não vamos usá-lo. E por isso, mais vale encontrar um com que nos sintamos mesmo confortáveis a usar. Se encontrarmos um protetor solar de que gostamos iremos usá-lo, e isso é o mais importante!

É importante compreendermos que a nossa pele é única, bem como as reações/senações que experimentamos quando aplicamos determinado produto.

Proteção contra UVA e UVB

Quanto ao valor do FPS (fator de proteção solar), este refere-se exclusivamente ao bloqueio de raios UVB. Dito isto, é importante compreendermos que a diferença de proteção entre um SPF 30 e um SPF 50 é 1%, ou seja, um SPF 30 bloqueia 97% dos raios que atingem a nossa pele enquanto que um SPF 50 bloqueia 98% dos raios que chegam à nossa pele. Portanto, qualquer protetor acima de SPF 30 já é considerado bom.



Quanto ao bloqueio de raios UVA, até há uns anos atrás esse tipo de proteção podia ser identificado, ou através dos ingredientes, ou através da designação de “amplo espectro” ou “largo espectro” na descrição do produto. Foi entretanto desenvolvido no Japão, o sistema de classificação PA, que tem como objetivo informar relativamente ao nível de proteção contra raios UVA. Esta escala é baseada num método denominado PPD, que avalia o grau de bronzeamento da

pele e é pois, muito subjectiva. Mas produtos de beleza asiática contêm habitualmente o FPS e o PA, que é traduzido em “+” (PA+ a mais baixa, PA++++ a mais alta).


Não esquecer que…

A única coisa que os protetores solares podem fazer é proteger-nos de agora em diante! Os danos provocados por anos de exposição solar não protegida (queratose solar), continua na pele e é difícil de reverter. Mesmo após se ter submetido a tratamentos dermatológicos para “reverter” os efeitos negativos do sol, a proteção solar continua a ser a a pedra basilar do pós-tratamento para prevenir a recorrência.

Por isso aplica protetor solar, sempre que estejas exposta a luz solar! Começa hoje a prevenir o amanhã.

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